quarta-feira, julho 11, 2007

Futebolista vs Prostituta



Pensando nas coisas de forma aberta, só podemos tirar uma conclusão desta suposta diferença entre os futebolistas e as prostitutas: Não existe diferença. Ou melhor, é pior ser futebolista.

Porquê?

Vejamos:

- Ambos exercem uma profissão que implica o contacto com homens.

- Ambos têm contacto com esses homens enquanto estão nus.

- Ambos são pagos para fazer esse trabalho.

- Ambos são pagos por homens mais velhos que não conseguem que esse trabalho lhes seja feito de borla.

- Nenhum deles faz esse trabalho por amor, e sim por dinheiro.

- Ambos ficam num mesmo sítio durante algum tempo até aparecer outro onde se ganha mais ou aparecer alguém a tirar o lugar.

- São ambas as profissões de curta duração (ok, há prostitutas que já têm uma certa idade, mas e a equipa do AC Milan?...)

- Ambos fazem algo de que gostam (quem não gosta de sexo?...)

- Nenhum dos dois paga impostos.

- Ambos têm uma pessoa que é responsável por lhes arranjar trabalho a troco de uma percentagem dos ganhos.

- Ambos ganham mais do que se tivessem um emprego normal (no caso de serem bem sucedidos no seu trabalho)

- Ambos têm necessidade de manter uma boa forma física para ter mais sucesso.

- Finalmente, são os filhos das senhoras em causa que mandam nos jogos dos senhores aqui comparados.


Qual é então a diferença?

Mais, eu se tivesse que escolher, preferia ser prostituta. É que vão-me desculpar, eu gosto imenso de jogar futebol, mas gosto muito mais de sexo...

E porque é que é pior ser futebolista? Porque se uma prostituta quiser jogar futebol, é só juntar umas amigas, e muitos futebolistas têm que pagar para ter acesso às senhoras... E bem!


Portanto, sou a favor de se fazer uma academia de Alcochete, ou até mesmo da Moita, com o mesmo intuito da que o Sporting gere, mas para a outra profissão.

E até mesmo clubes, em que os adeptos da profissão podiam ir ao fim de semana assistir aos desafios. Com cânticos, tipo "Ninguém pára a Canzana, ninguém pára a canzana, ninguém pára a canzana, olé ó", ou "só eu sei...porque não f**o em casa...".

Mas é só uma ideia...

quinta-feira, maio 10, 2007

RATZINGER NO BRASIL – A chegada à terra de Vera Cruz.


Foi com pompa e circunstancia que Bento XVI desceu as escadas no aeroporto de Guarulhos.
Eu estava lá e posso seguramente testemunhar a simpatia que o Papa tem pelo povo brasileiro.
Assim que chegou à porta do avião proferiu as seguintes palavras: “Ausschuss! Sein hote wie Hölle!” que para quem não sabe quer dizer: “F....se! Tá um calor do camandro!”.
Na realidade estavam 12 graus, mas tanta era a indumentária, que o pobre senhor suava por todos os poros.
Todos ficaram perplexos quando no final da escadaria Ratzinger se vergou num movimento de quem iria beijar o chão. Como é sabido, esse era um movimento característico do saudoso João Paulo II que, até hoje, não tinha sido utilizado pelo seu sucessor. Mais tarde consegui apurar que se tratara de uma quebra de tensão devido ao sobreaquecimento das vestes.
Retirados vários quilos dos ombros, chegara a altura de cumprimentar os anfitriões. O Presidente e a Primeira-Dama.
“Deus te abençoe Lula, filhote! E para ti Marisecas, trouxe um frasquinho com uma colónia da Prada. Ora cheira aqui!”. Foram sete minutos consecutivos a cheirar a mão do senhor de branco, como prova a fotografia.
Findo este protocolo bizarro, Lula informou que estava grato e honrado pela sua visita e que estava tudo preparado.
“Óptimo, estou cansadíssimo! O hotel é bom?” disse Ratzinger.
“Mas Sua Santidade não vai falar?” retorquiu Lula.
“Para fazer check-in?”
“Para o povo, estão 2 milhões de brasileiros esperando você aqui no aeroporto”
“Ah! Pois é! Olha que maçada! Já me esquecia!”
Seguiu-se um breve e eloquente discurso que antecedeu a partida da comitiva papal para o hotel mais luxuoso da cidade.
Ainda consegui colocar uma questão antes da evasiva: “Santo Papa, está preparado para responder às provocações do GGB- grupo gay da Bahia?”
“Mein Liebster Eloy, este é um país livre e democrático e acho que as bandas de música têm o direito de escrever o que entenderem, e como me foi dito pelos meus conselheiros eu sou mais Botafogo! Vai Romario! Grácias povo brasileiro!”
Esta foi a reportagem possível à chegada ao Brasil, fica aqui a promessa de futuros contactos do Repórter Eloy.
(continua)

quarta-feira, maio 09, 2007

RATZINGER NO BRASIL – A reportagem proibida!


Como é sabido o Papa vai fazer uma visita ao Brasil. O acompanhamento mediático vai ser em grande escala, no entanto, toda a comunicação social vai certamente centrar a atenção nos acontecimentos politicamente correctos e irá difundir as notícias de mobilização de massas assim como os bondosos feitos em prol da fé por parte de Sua Santidade.
Não podia deixar fugir esta oportunidade para aplicar os meus dotes jornalísticos e acompanhar os passos de Bento XVI. Ou seja, todos os acontecimentos que escaparem aos olhos críticos do Vaticano serão aqui noticiados pelo enviado especial REPÓRTER ELOY.
Prometo seguir o Sumo Pontífice aos mais recônditos ambientes brasileiros, desde a maconha à roda de capoeira nada me escapará.
Fiquem atentos à reportagem de Repórter Eloy intitulada: “Cumé Ratzinger? Vamu nessa?”
(Continua)

sexta-feira, abril 13, 2007

Actualização Poética II


Desfeitas as possíveis dúvidas sobre o poema em causa, achei que era tempo de aplicar tão belas e verdadeiras palavras a um caso que, a par de "Luísa", sofre na pele a labuta e o sofrimento nunca reconhecidos. Aqueles que não têm vergonha de pedir meia de leite, aqueles que sabem os nomes dos bolos, aqueles que não bebem cerveja, aqueles que choram com o "E.T.", aqueles que vestem roupa a combinar com os sapatos, aqueles que não têm vergonha de beber bebidas light... São muito possivelmente rotos...
António Gedeão, as minhas desculpas:


Mantorras treina, treina a pelada,
treina e não pode, tem perna estragada.

Treina, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
com a perna estoirada.
Na perna grosseira,
de pele queimada,
tem parafuso
e é desengonçada.

Anda, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada.

Mantorras é novo,
desenxovalhado,
tem um joelho bom,
e o outro aleijado.
Ferve-lhe o sangue
de afogueado;
pede que o deixem
jogar um bocado.

Anda, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada.

Jogam floribelas,
italianada,
jogam os toscos
e ele nada.

Anda, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada.

Chegou ao treino
não disse nada.
Calçou a chuteira,
bem apertada;
vestiu o colete
numa assentada;
fez alongamento,
deu uma bolada;
mais uma corrida
desajeitada;
chutou à baliza
de rede furada;
despiu-se à pressa,
a roupa suada;
tomou o seu duche
de água gelada;
chegou o homem,
que usa a gravata;
chamou os onze,
e Mantorras nada.

Anda, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada.

Na manhã débil,
toca a alvorada,
salta da cama,
mais uma jornada;
veste o fato,
de águia estampada;
sai já à pressa,
não esquece de nada;
chama um táxi,
tem hora marcada;
não leva o seu carro
tem a carta cassada,
salta para a rua,
de perna aleijada,
dói o joelho,
não dói o joelho,
hoje há jornada,
chega ao estádio
à hora marcada,
joga no banco, no banco fica, [x 4]
toca o apito
na hora aprazada,
joga o Benfica,
em boa toada,
joga no banco, no banco fica, [x 4]

acaba o jogo
vitória folgada.
Mantorras entrou
de partida acabada.

Anda, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada. [x 3]

Anda, Mantorras, Mantorras, treina,
treina que treina, treina a pelada.


Deixe o Mantorras jogar, sr. Engen... Quer dizer, sr. Fernando (nos dias que correm, é melhor não arriscar...)

Actualização Poética


Quem não conhece o famoso poema de António Gedeão, "Calçada de Carriche"?
Ok, infelizmente muita gente...
Para não haver desculpa, aqui fica:

Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.

Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.

Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.

Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.

Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa, larga que larga,[x 4]
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,[x 4]

Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada, [x 3]

Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.