Uma questão de estilo
Há coisas que me deixam um pouco incomodado. Uma delas é a maneira mais fácil de se fazer humor... dizer mal de alguém ou de alguma coisa.
Ora, aqui, neste espaço de harmonia universal deixamos de lado essa prática do facilitismo que tem como principal objectivo a sedução desenfreada de leitores. Prova disso é número assustadoramente crescente de visitas a esta Meca do Blog, mais de 10 num só mês, caso para dizer Guinness.
No meio de tanto palavreado esqueci-me da essência do texto. Ah! Dizer mal gratuitamente. Que vergonha!
Como é nosso apanágio não nos regemos por esse conceito, e seguimos aquilo que os grandes filósofos nos legaram, como por exemplo os “Monty Python” na sua bela cantilena “allways look on the bright side of life” ou em português “olha sempre para o lado menos mau da vida” (tradução Erbert Richards). Bem, com estes míticos ensinamentos resta-nos vergar perante as evidências e pôr em prática os bons caminhos da vida.
Todos os dias acordo e repito dez vezes a máxima “ não direi mal de ninguém”, antes de comer os meus flocos.
Como resultado desta disciplina quase Budista surge a eloquência de frases do tipo: “não se vê muitos cavalos tão bonitos como Camila Parker Bowles” deixando de lado observações grosseiras do tipo “Camila, nunca se assistiu a uma surpresa tão grande desde dr. Ed ... também fala”.
Todos achamos que este tipo de conduta é mais benéfico e no mínimo, limpinho, tentamos sempre observar sempre o lado mais bonito de alguém ou de algo com simpatia.
Vejamos agora um caso enigmático e de difícil consílio com esta corrente irmónica... João Klebber.
De facto não foi fácil manter uma coerente simpatia pelo apresentador que mais dispara saliva enquanto apresenta o seu fabuloso programa de entretenimento. Foram várias as tentativas de apaziguar as galopantes imagens de horror que eu tinha na minha mente cada vez que pronunciava o nome kleber. Mas, como bom seguidor deste princípio que vos falo, decido por bem, dizer o bem. Eu podia perfeitamente enumerar as repetidas vezes que os cantos da boca do referido “entertainer” apresentam uma pequena quantidade de muco pastoso branco, tudo enquanto fala. Facto que nem na mais remota taverna dos portos britânicos do sec. XIV deixaria de criar vómitos aos pândegos presentes. Podia também comentar a brilhante indumentária que ele envereda nas noites sórdidas em que vai para o ar o seu delicioso show, indumentária essa que assentaria igualmente bem a qualquer foca leão da Antárctida. Mas não, prefiro mais uma vez apreciar o objecto de assunto pelo lado benéfico da coisa. (...continua)
Ora, aqui, neste espaço de harmonia universal deixamos de lado essa prática do facilitismo que tem como principal objectivo a sedução desenfreada de leitores. Prova disso é número assustadoramente crescente de visitas a esta Meca do Blog, mais de 10 num só mês, caso para dizer Guinness.
No meio de tanto palavreado esqueci-me da essência do texto. Ah! Dizer mal gratuitamente. Que vergonha!
Como é nosso apanágio não nos regemos por esse conceito, e seguimos aquilo que os grandes filósofos nos legaram, como por exemplo os “Monty Python” na sua bela cantilena “allways look on the bright side of life” ou em português “olha sempre para o lado menos mau da vida” (tradução Erbert Richards). Bem, com estes míticos ensinamentos resta-nos vergar perante as evidências e pôr em prática os bons caminhos da vida.
Todos os dias acordo e repito dez vezes a máxima “ não direi mal de ninguém”, antes de comer os meus flocos.
Como resultado desta disciplina quase Budista surge a eloquência de frases do tipo: “não se vê muitos cavalos tão bonitos como Camila Parker Bowles” deixando de lado observações grosseiras do tipo “Camila, nunca se assistiu a uma surpresa tão grande desde dr. Ed ... também fala”.
Todos achamos que este tipo de conduta é mais benéfico e no mínimo, limpinho, tentamos sempre observar sempre o lado mais bonito de alguém ou de algo com simpatia.
Vejamos agora um caso enigmático e de difícil consílio com esta corrente irmónica... João Klebber.
De facto não foi fácil manter uma coerente simpatia pelo apresentador que mais dispara saliva enquanto apresenta o seu fabuloso programa de entretenimento. Foram várias as tentativas de apaziguar as galopantes imagens de horror que eu tinha na minha mente cada vez que pronunciava o nome kleber. Mas, como bom seguidor deste princípio que vos falo, decido por bem, dizer o bem. Eu podia perfeitamente enumerar as repetidas vezes que os cantos da boca do referido “entertainer” apresentam uma pequena quantidade de muco pastoso branco, tudo enquanto fala. Facto que nem na mais remota taverna dos portos britânicos do sec. XIV deixaria de criar vómitos aos pândegos presentes. Podia também comentar a brilhante indumentária que ele envereda nas noites sórdidas em que vai para o ar o seu delicioso show, indumentária essa que assentaria igualmente bem a qualquer foca leão da Antárctida. Mas não, prefiro mais uma vez apreciar o objecto de assunto pelo lado benéfico da coisa. (...continua)
