Maravilhas do design

A britânica Vodafone vai adquirir 67% do Capital da Indiana, repito, Indiana Hutchinson Essar, companhia de telecomunicações...Indiana.
O que me interessou neste assunto não foi a enorme manobra financeira existente, até porque o dinheirinho é deles e não tenho nada que ver com isso.
O que me suscitou particular interesse foi o logótipo da Hutch, o brilhantismo com que foi idealizado.
Parece que estou a ver a sala de reuniões do departamento criativo da empresa, repleto de indianos, com ideais indianos, pontos nas testas a multiplicarem-se, pensadores indianos, filósofos indianos e dois faquires, todos a ouvir atentamente o discurso do iluminado director de publicidade: “Meus senhores, temos que inovar! Temos que ter uma imagem que nos identifique com a nação! Chega de usar a imagem de Gandhi, está gasta! Rosas a um euro, basta! Não meus senhores, o futuro da nossa identidade são... as chamuças!”
E foi com este discurso empolgante que surgiu este logótipo, baseado nas impossibilidades de Escher, deparamo-nos com um policromático encadeamento de bamboleantes chamuças, pequenas chamuças esvoaçantes interligadas, formando uma única chamuça, o todo num só, um povo numa só imagem. O Branco no centro, para nos lembrar como era macia a garganta antes de ingerir uma soberba chamuça. Um Rosa envolvente que demonstra bem a tonalidade dessa mesma garganta em carne viva fruto da passagem abrupta do refogado em caril.
Esta é a obra do design indiano, o universo monhé num só logótipo.
Brilhante!
O que me interessou neste assunto não foi a enorme manobra financeira existente, até porque o dinheirinho é deles e não tenho nada que ver com isso.
O que me suscitou particular interesse foi o logótipo da Hutch, o brilhantismo com que foi idealizado.
Parece que estou a ver a sala de reuniões do departamento criativo da empresa, repleto de indianos, com ideais indianos, pontos nas testas a multiplicarem-se, pensadores indianos, filósofos indianos e dois faquires, todos a ouvir atentamente o discurso do iluminado director de publicidade: “Meus senhores, temos que inovar! Temos que ter uma imagem que nos identifique com a nação! Chega de usar a imagem de Gandhi, está gasta! Rosas a um euro, basta! Não meus senhores, o futuro da nossa identidade são... as chamuças!”
E foi com este discurso empolgante que surgiu este logótipo, baseado nas impossibilidades de Escher, deparamo-nos com um policromático encadeamento de bamboleantes chamuças, pequenas chamuças esvoaçantes interligadas, formando uma única chamuça, o todo num só, um povo numa só imagem. O Branco no centro, para nos lembrar como era macia a garganta antes de ingerir uma soberba chamuça. Um Rosa envolvente que demonstra bem a tonalidade dessa mesma garganta em carne viva fruto da passagem abrupta do refogado em caril.
Esta é a obra do design indiano, o universo monhé num só logótipo.
Brilhante!
